Greve internacional · 11N
Sem
fronteiras
As rendas estão a comer os salários em Madrid, em Lisboa, em Roma e em Dublin. A resposta também se organiza para lá das fronteiras: sindicatos de inquilinas, sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais de todo o mundo acompanham a greve geral pela habitação de 11 de novembro.

países com ações e mensagens de solidariedade
continentes: Europa, América, Ásia e Oceânia
proposta de mobilização internacional coordenada
Greves gerais na Europa e não só
Um outono de greves
Salários que não chegam ao fim do mês, rendas impossíveis e cortes nos serviços públicos enquanto sobem os gastos militares. Este outono, trabalhadoras e trabalhadores de toda a Europa param pelas mesmas razões. Estas são as greves gerais convocadas ou em preparação.
Itália
Greve geral da USB e jornada dos estivadores contra a guerra em mais de 100 portos.
Realizada usb.it ↗
França
Contra o aumento do custo de vida e pela educação pública, com a intersindical CGT, CFDT, FO, UNSA e FSU.
Convocada cgt.fr ↗
Estado espanhol
Greve geral pela habitação e contra o custo de vida. Sindicatos de inquilinas e sindicatos de trabalhadores.
Convocada O que exigimos →
Portugal
Greve ibérica pela habitação, em diálogo com os sindicatos portugueses.
Por confirmar
Grécia
Contra o aumento do custo de vida, com a ADEDY. Há movimentos que já pedem para unificar as datas com o Estado espanhol.
Por confirmar adedy.gr ↗
Colômbia
Greve geral da CUT pelos salários, pelas pensões e contra o custo de vida.
Convocada
Mapa de solidariedade
Já saíram à rua
Desde que rebentaram os acampamentos pela habitação, chegaram acampamentos-réplica, concentrações em frente a consulados e mensagens de apoio de quatro continentes.
Europa
12 ações e mensagens
Porto10 out
Acampamento pela habitação depois da manifestação, como réplica dos acampamentos do Estado espanhol. A polícia desmantelou-o, mas o movimento continua.
Lisboa17 out
Acampamento em solidariedade com os acampamentos espanhóis e contra a resposta policial no Porto.
Habitação Hoje, Sindicato de Moradores de Lisboa, Vida Justa
RomaAcampamento
«Siamo una generazione senza casa»
Acampamento na Piazza Bologna contra o elevado custo de vida e em solidariedade com os acampamentos espanhóis.
BolonhaMensagem
Comunicado do acampamento da Piattaforma di Intervento Sociale.
PLAT Bologna
Dublin3 sábados
Marchas pelo acesso à habitação e em solidariedade com as nossas lutas, junto com a comunidade migrante espanhola. Voltam à rua a 14 de novembro.
CATU
Manchester12 out
Manifestação e concentração em frente ao consulado espanhol em apoio aos acampamentos e à greve geral.
Greater Manchester Tenants Union
LondresMensagens
Mensagens de solidariedade e um comunicado lido na manifestação de Madrid.
London Renters Union, Trans Action for Housing Justice
Bruxelas14 out
«De Bruxelas a Madrid, os despejos matam!»
Concentração em apoio às pessoas despejadas.
WUUNE
Países Baixos10 out
Mensagem de solidariedade a partir da manifestação pela habitação.
Bond Precaire Woonvormen, Woonopstand
BerlimMensagem
Apoio da campanha pela expropriação dos grandes senhorios.
Deutsche Wohnen & Co enteignen
AlemanhaVídeo
Vídeo de solidariedade do coletivo alemão contra a situação de sem-abrigo.
Wohnungslosen Stiftung
FrançaMensagem
Comunicado de solidariedade da organização de inquilinas.
Locataires Ensemble
América
3 mensagens
Buenos AiresMensagem
Comunicado de solidariedade das inquilinas organizadas de Buenos Aires.
Inquilinos Agrupados
Los AngelesMensagem
Dois comunicados de apoio do sindicato de inquilinas da cidade.
Los Angeles Tenants Union
TorontoMensagem
Comunicado e ações de solidariedade do sindicato de inquilinas.
Tenants Union Toronto
Ásia, Oceânia e movimento climático
3 ações e mensagens
FilipinasConcentração
Concentração com apoio explícito ao acampamento contra os despejos e à greve geral, contra os fundos abutre, os preços exorbitantes e os despejos. Chegou-nos pelo canal dos Housing Action Days.
LUPA Philippines
AustráliaMensagem
Comunicado de solidariedade do sindicato de inquilinas e habitação.
Renters and Housing Union
ClimaMensagem
Comunicado conjunto do movimento climático ibérico e internacional: a casa e o planeta são a mesma luta.
Stay Grounded, Climáximo, Extinction Rebellion
Próximas convocatórias
O que aí vem
De 7 a 11 de novembro há ações em solidariedade com a greve em cidades da Europa e dos Estados Unidos. As horas são locais. Vamos acrescentando locais à medida que forem confirmados.
Londres
Vigília em frente à embaixada espanhola em solidariedade com a greve geral.
Asamblea Migrante Global · 24 Belgrave Square
Atenas
Marcha contra o racismo e a repressão policial, pelo direito à habitação.
Sindicato de Inquilinas de Atenas (SVEA) e Rocinante · Plateia Viktorias
Nova Iorque
Vigília em frente ao consulado espanhol em solidariedade com a greve geral.
Grupo solidário de espanholas e espanhóis em Nova Iorque
Seattle
Vigília em solidariedade com a greve geral.
Puget Sound Tenants Union · Cal Anderson Fountain
Raleigh
Vigília em solidariedade com a greve geral.
Triangle Tenant Union · Raleigh United Mutual Aid Hub, 1217 S Saunders St
Chicago
Vigília em solidariedade com a greve geral.
BSTA Chicago · Illinois Centennial Monument (Logan Square)
Roma
Concentração em frente à embaixada espanhola.
USB-ASIA e Movimento per il Diritto all’Abitare
Bolonha
Concentração em frente ao consulado espanhol.
PLAT Bologna
Madison
Exibição de faixas pelo controlo das rendas, em memória de Mari Carmen.
Madison Tenants · Aubergine, 1226 Williamson St
San Diego
Vigília em solidariedade com a greve geral.
TCSD e Genesee Park Tenants Council · San Diego Housing Commission, 1122 Broadway
Manchester
«Por uma habitação digna, de todo o lado!», em frente ao consulado espanhol.
Asamblea Migrante Global e Greater Manchester Tenants Union · 55 Brown St
Bremen
Manifestação em solidariedade com as inquilinas do Estado espanhol: «A vossa revolta é a nossa revolta».
Bremer Bündnis Zwangsräumungen Verhindern
Londres
Conversa «Da resistência aos despejos à greve geral: o que podemos aprender com o Sindicato de Inquilinas de Madrid».
London Renters Union · Pelican House
Atenas
Marcha em solidariedade com a greve geral pela habitação e pelo direito à habitação.
SVEA, Rocinante e Prosfygika
Dublin
Marcha em solidariedade com a greve geral.
CATU
Berlim
Manifestação com mais de 30 coletivos, entre eles assembleias de inquilinas e sindicatos de trabalhadores.
Mobilização internacional
Proposta de manifestações coordenadas em vários países. Será debatida em Paris a 3 de novembro.
As convocatórias são organizadas pelos coletivos de cada cidade e podem mudar. Consulta as redes deles antes de ires.
Proposta · 21 e 22 de novembro
Uma resposta comum contra a carestia
Da Confederação de Sindicatos de Inquilinas, propomos uma mobilização social internacional no fim de semana de 21 e 22 de novembro, contra o aumento do custo de vida, a desigualdade e o rearmamento.
- Controlo de preçosda habitação, da alimentação e da energia, para garantir condições de vida dignas.
- Aumento dos salários e das pensõespara recuperar poder de compra e fazer face ao custo de vida.
- Serviços públicos universais e de qualidadecom acesso garantido à educação e à saúde.
- Impostos sobre as grandes fortunaspara combater a desigualdade e financiar as necessidades coletivas.
- Fim do rearmamento e transição ecológica justacompatível com os limites do planeta e centrada numa vida digna para todas as pessoas.
Apelo internacional
A todos os povos do mundo, às suas trabalhadoras e trabalhadores e às suas lutas sociais:
Somos quem não está disposto a render-se perante governos ao serviço da classe capitalista. Quem não vai permitir o avanço dos novos fascismos. Quem se recusa a aceitar um mundo em que uma maioria social não possa viver dignamente.
Nas últimas semanas, as mobilizações rebentaram nos nossos países. Uma vaga de protestos tomou as ruas e pôs em cima da mesa causas que partilhamos e perante as quais temos a obrigação de construir respostas comuns.
Por um lado, assistimos a um aumento desenfreado do custo de vida: a impossibilidade de aceder a uma habitação, a dificuldade crescente em garantir uma alimentação básica ou a falta de transportes acessíveis. Por outro, o regresso da austeridade, com novos cortes sociais ligados às exigências dos credores da dívida pública e à corrida ao armamento. As classes trabalhadoras pagamos as consequências, com a perda de direitos fundamentais e a degradação de serviços públicos como a educação e a saúde.
E, no pano de fundo de todas estas crises, esconde-se um modelo económico que pretende perpetuar o mal chamado crescimento económico à custa da exploração das trabalhadoras e trabalhadores e de recursos naturais finitos, pondo preço e especulando com a própria condição de habitabilidade: a do teto sobre as nossas cabeças e a da casa partilhada que é o planeta.
Perante esta vaga de revoltas, mobilizações e demonstrações de força popular que percorre diferentes países, fazemo-nos uma pergunta:
Estamos dispostas e dispostos a unir as nossas vozes numa mensagem comum, capaz de chegar a todos os cantos do mundo e de fazer vibrar os corações das nossas sociedades?
Vivemos um tempo em que a solidariedade não pode ficar pelas palavras: tem de se tornar uma prática quotidiana, uma ferramenta de organização e uma força capaz de transformar a realidade. Temos a convicção de que a resposta é um rotundo sim.
Por isso, fazemos-vos chegar a seguinte proposta para unir as nossas lutas, coordenar as nossas forças e construir uma resposta internacionalista face às injustiças que partilhamos.
Read in English
To all the peoples of the world, their workers and their social struggles:
We are those who refuse to resign ourselves to governments serving the capitalist class. Those who will not allow the rise of new forms of fascism. Those who refuse to accept a world in which the social majority cannot live with dignity.
In recent weeks, mobilisations have erupted across our countries. A wave of protests has taken to the streets, putting forward demands that we share and to which we have a duty to provide common answers.
On the one hand, we are witnessing an uncontrolled surge in the cost of living: the impossibility of accessing housing, growing difficulties in obtaining basic food, and the lack of affordable transport. On the other hand, austerity is returning, with new cuts to social spending driven by the demands of public debt creditors and the arms race. Working-class people are paying the price through the loss of fundamental rights and the deterioration of public services such as education and healthcare.
Behind all these crises lies an economic model that seeks to perpetuate economic growth — wrongly presented as an end in itself — at the expense of workers' exploitation and the depletion of finite natural resources. This model puts a price on the very conditions that make our lives possible and turns them into objects of speculation: the roof over our heads and our common home, the planet.
In the face of this wave of uprisings, mobilisations and demonstrations of popular power sweeping across different countries, we ask ourselves one question:
Are we ready to unite our voices around a common message, one capable of reaching every corner of the world and stirring the hearts of our societies?
We live in a time when solidarity can no longer be confined to words: it must become a daily practice, a tool for organising and a force capable of transforming reality. We are convinced that the answer is an unequivocal yes.
That is why we put forward the following proposal, to unite our struggles, coordinate our forces and build an internationalist response to the injustices we share.
Lire en français
À tous les peuples du monde, à leurs travailleuses et à leurs luttes sociales:
Nous sommes celles qui ne sont pas disposées à se résigner face à des gouvernements au service de la classe capitaliste. Celles qui ne laisseront pas progresser les nouveaux fascismes. Celles qui refusent d'accepter un monde dans lequel la majorité sociale ne peut pas vivre dignement.
Ces dernières semaines, des mobilisations ont éclaté dans nos pays. Une vague de protestations a envahi les rues et mis sur la table des revendications que nous partageons et auxquelles nous avons le devoir d'apporter des réponses communes.
D'une part, nous assistons à une flambée incontrôlée du coût de la vie : l'impossibilité d'accéder à un logement, les difficultés croissantes à se procurer une alimentation de base ou encore le manque de moyens de transport abordables. D'autre part, nous assistons au retour de l'austérité, avec de nouvelles coupures budgétaires dans les dépenses sociales liées aux exigences des créanciers de la dette publique et à la course aux armements. Ce sont les classes travailleuses qui en paient le prix, avec la perte de droits fondamentaux et la dégradation des services publics tels que l'éducation et la santé.
Et, derrière toutes ces crises, se cache un modèle économique qui prétend perpétuer la croissance économique — à tort présentée comme une fin en soi — au prix de l'exploitation des travailleuses et de l'épuisement de ressources naturelles limitées. Ce modèle met un prix sur les conditions mêmes de notre habitabilité et en fait un objet de spéculation : le toit au-dessus de nos têtes et notre maison commune, la planète.
Face à cette vague de révoltes, de mobilisations et de démonstrations de force populaire qui traverse différents pays, nous nous posons une question :
Sommes-nous prêtes à unir nos voix autour d'un message commun, capable d'atteindre tous les recoins du monde et de faire vibrer les cœurs de nos sociétés ?
Nous vivons une époque où la solidarité ne peut plus se limiter aux mots : elle doit devenir une pratique quotidienne, un outil d'organisation et une force capable de transformer la réalité. Nous sommes convaincues que la réponse est un oui sans équivoque.
C'est pourquoi nous vous soumettons la proposition suivante, afin d'unir nos luttes, de coordonner nos forces et de construire une réponse internationaliste face aux injustices que nous partageons.
Encontro internacional
3 nov
Paris
A 3 de novembro encontramo-nos em Paris com sindicatos de inquilinas, sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais de toda a Europa para partilhar análises, debater e acordar um roteiro comum rumo à mobilização internacional de 21 e 22 de novembro.
Proposta de programa
- Controlo de preçosda habitação, da alimentação e da energia, para garantir condições de vida dignas.
- Aumento dos salários e das pensões,que permita recuperar poder de compra e fazer face ao custo de vida.
- Serviços públicos universais e de qualidade,com acesso garantido a direitos fundamentais como a educação e a saúde.
- Impostos sobre as grandes fortunaspara combater a desigualdade social e financiar as necessidades coletivas.
- Fim das políticas de rearmamento e uma transição ecológica justa,compatível com os limites do planeta e centrada em garantir uma vida digna para todas as pessoas.
Junta-te a partir da tua cidade
Estás a preparar uma ação? Conta-nos
Concentração, manifestação, faixa ou mensagem de apoio: tudo conta. Acrescenta a tua convocatória no Toka para que apareça no mapa e a possamos divulgar.
O que precisamos de saber
- 1Tipo de ação
- 2Nome do evento
- 3Quem convoca
- 4Data
- 5Hora local
- 6Local
- 7Link, se houver
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